Comportamento Infantil Educação

Crianças aprendem a usar smartphones antes de começar a falar

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Uma vez, uma amiga me disse, meio que do nada, que o celular era a nova chupeta do filho dela. Na hora, todas nós rimos. Chegando em casa, comecei a reparar melhor como meu filho se comportava na frente ao tablet e me perguntei se aquilo fazia parte de uma boa educação infantil.

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Todo dia de manhã, depois da primeira mamadeira e das fraldas, eu o deixava assistindo um desenho no tablet, para que eu conseguisse fazer minhas coisas com maior tranquilidade. Depois disso, como o tablet funcionava muito bem, percebi que, quando na rua, a solução para entreter a criança também era o celular.

Comodidade é um perigo

Noutra ocasião, visitei uma amiga e ela disse que o filho gostava de livros. Ele até assistia um ou outro desenho, mas adorava ler. Voltei para casa e percebi que nunca havia lido nada para o meu. Me senti culpada. Comecei a perceber que eu estava moldando a educação infantil do meu filho com gestos simples.

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Essas coisas, para falar a verdade, acontecem quase sempre. Vira e mexe a gente conhece alguém que faz ou não algo para o filho. Mas, no caso do celular resolvi pesquisar os possíveis males que o uso de um smartphone ou tablet poderia resultar na educação infantil e me assustei com que encontrei.

Perigos do uso de smartphones pelas crianças

Pela internet, vi uma matéria no Daily Mail, famoso site britânico de notícias, que muitas crianças da geração atual não sabem algumas ações básicas do dia a dia, mas já sabem como utilizar o celular ou tablet. Ações básicas, pasmem, eu quero dizer: amarrar os cadarços dos sapatos ou ler a hora no relógio. E é somente quando você faz essa comparação que percebe quão inepta uma criança pode estar por simplesmente ter como “chupeta”, um tablet ou celular.

As  crianças não sabem amarrar os sapatos, mas utilizar o tablet, sim!

A pesquisa do jornal fala de 2 mil pais entrevistados, com crianças entre dois e dezesseis anos. Quando perguntaram quais atividades seus filhos seriam capazes de fazer por conta própria, a resposta foi a seguinte: a atividade com maior número foi a de andar de bicicleta, com 60% das respostas. Até aí, tudo bem, mas a segunda e a terceira foram usar um tablet e um celular, respectivamente, 59% e 57%.  Atrás disso vieram as outras atividades como ler, nadar, dizer a hora e amarrar os próprios cadarços.

E se isso não fosse o bastante, outra matéria, desta vez do site Mirror, diz que um terço das crianças aprendem a usar um smartphone antes mesmo de aprender a falar. E o que isso afeta na educação infantil? Bom, do que encontrei, muitos estudos ainda não podem dizer, já que essas crianças vão apresentar o resultado deste comportamento quando crescerem, mas algumas conclusões já são alarmantes.

Perigos à saúde

Uma delas, por exemplo, afirma que a visão das crianças ainda está em desenvolvimento e a exposição às telas desses aparelhos podem comprometer a boa saúde. Isso significa que, dependendo da idade, a gente tem que ficar em cima da criança mesmo, controlando o tempo em que ela fica exposta à tela. A recomendação é, abaixo dos dois anos, nada de celular ou tablet e, também, nem TV. Depois disso, até seis ou sete anos, é preciso controlar, deixando apenas duas horas por dia.

E se deixar os pequenos navegar na internet por duas horas pode parecer pouco, imagine o que ele pode estar assistindo por aí. Se quando nós, adultos, estamos lendo uma notícia, uma foto nos chama a atenção e acabamos por perder o raciocínio clicando naquilo e indo navegar noutro site, imagine uma criança, curiosa como todas elas são, vendo uma tela cheio de coisas novas em que ela pode simplesmente tocar o dedo e descobrir aquilo.

Claro, cada mãe sabe como cuidar do seu filho, mas, celular e tablet, só com restrição e, ainda assim, checando tudo o que ele acessa, sempre!

*Mãe de uma criança de um ano, 35 anos, casada.

 

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